Famílias e Relacionamentos

domingo, 4 de novembro de 2018


A Ponte, o Barco e o Rio...
Conclusão Part. 1-2 - O Paraíso de Lucas 16.19-31


Amados! De acordo com o entendimento das “Escrituras Sagradas, ”(Seio, quer dizer: Posição junto ao, ou, junto a...). Quando “Cristo”, ilustrando em sua história, sendo ela uma Parábola ou não; na verdade, isto é o que menos importa, mas sim seu teor teológico, uma realidade da qual todos, precisavam saber, ele, “Cristo”, falou-nos de um mendigo chamado Lázaro, que, ao morrer, foi levado “para junto ao seio de Abraão”, e João menciona Jesus estando “junto ao seio do Pai”, conf. Jo 1:18 e Luc. 16:22, 23;. A expressão “junto ao seio”, fazendo alusão a alguém se recostar no peito de outro, no mesmo leito, em uma refeição, como era costume Judaico, de certa forma implica em intimidade, da qual só existe entre no mínimo, amigos, também denota o elo que existe entre as pessoas deste leito, portanto, era de costume Judaico este proceder e foi justamente usando deste argumento, que “Cristo”, tentou; isto mesmo, “tentou”; no sentido de que, ou seja, tendo em vista, que muitos ainda não entenderam, a nos ensinar sobre a vida após a morte!

Os convidados recostavam-se sobre o lado esquerdo, com um travesseiro para apoiar o cotovelo esquerdo, ficando a mão direita livre. Era de costume, que três pessoas ocupassem o mesmo leito, mas podia haver até cinco pessoas. A cabeça de cada uma ficava perto ou encostada como que no peito, ou seio, da pessoa atrás dela. Quem não tinha ninguém atrás de si era considerado como ocupando a posição mais elevada, e quem estava na frente dele, a segunda posição de honra. Visto que os convidados estavam assim perto uns dos outros, era costume que amigos fossem colocados junto de amigos, o que tornava bastante fácil manter uma conversa confidencial, particular, quando desejado. Ocupar tal posição junto ao seio de outro num banquete significava ocupar um lugar de favor especial perto daquele em que se encontrava, vemos isto retratado muito bem em alguns filmes romanos!

Amados! É justamente este o entendimento que devemos ter desta passagem, independente de ela ser uma parábola ou não! Aquele que estava no seio de Abraão, estava justamente em favor concedido por “DEUS” àqueles que por seguir os preceitos Divinos, estavam aguardando a justiça Divina, logo após a restauração de todas as coisas, conf. Apoc. 6:9-11, logo depois que, tanto a morte, quando ao impio e ao inferno, serão jogados no lago de fogo e enxofre, conf. Apoc. 20:11-15.

Amados! Temos que entender, que a “Maravilhosa Palavra de DEUS”, não irá mudar nem por mim e nem por ninguém, ela é imutável, inviolável é a “Palavra da Verdade”, nos dada para nossa Salvação, justamente pro isto é melhor irmos em favor dela, que contra ela!


O juízo final

Apocalipse 20:11-15 - “E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiram a terra e o céu; e não foi achado lugar para eles. - 12 E vi os mortos, grandes e pequenos, em pé diante do trono; e abriram-se uns livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida; e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. - 13 O mar entregou os mortos que nele havia; e a morte e o hades entregaram os mortos que neles havia; e foram julgados, cada um segundo as suas obras. - 14 E a morte e o hades foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo. - 15 E todo aquele que não foi achado inscrito no livro da vida, foi lançado no lago de fogo.”

Desta forma, amados, buscar justificativas, para defender alguns interesses obscuros, é “Insanidade Espiritual” e resignificar de forma errônea o verdadeiro sentido da “Maravilhosa Palavra de DEUS” é condenação de inferno, tendo em vista que, distorcer as verdades de “DEUS” e implica em um mal do qual, não nos trás a Salvação! O entendimento que se deve ter é justamente este, de um favor “Especial” que todos àqueles que verdadeiramente são servos de “DEUS” tem, junto ao pai, em seu seio, ou seja, no seio de Abraão!

Assim, o Apóstolo João, a quem Jesus amava muito, “recostava-se no seio de Jesus”, e nesta posição “se encostou junto ao peito, ao seio de Jesus” e fez-lhe em particular uma pergunta, na celebração da última Páscoa, conf. Jo 13:23, 25; 21:20. Por estes motivos, João, ao descrever “a posição especial de favor” usufruída por ele junto a “Cristo” e este, sendo a própria Imagem e Semelhança do pai, enquanto homem; junto ao pai, ele estava “na posição junto ao seio” do “Pai”, recebendo, portanto, os favores que esta posição lhe concedia por direito. Do mesmo modo, na ilustração que “Cristo” fez sobre Lázaro, foi levado para “a posição junto ao seio” de Abraão, indicando que este mendigo, por fim, passou a ocupar uma posição de favor especial junto a alguém que lhe era superior, neste caso, Abraão, que representa o paraíso que “DEUS” tem preparado para o homem, como no princípio, no Édem, assim como será no futuro, no novo Édem!


Agora vejam só amados!

João 1:18 - “Ninguém jamais viu a Deus. ‘O Deus unigênito, que está ‘no seio do Pai, esse o deu a conhecer.”

Percebam amados! Que uma das desculpas que se usa para descaracterizar o verdadeiro sentido desta passagem de Lucas 16:19-31, é que, como pode Abraão estar junto de seu próprio seio! Pois é, amados, portanto, como pode em, João 1:18, o próprio “DEUS” estar em seu seio! Vejam, não pode! Não faz muito sentido, por isto que esta passagem estar falando-nos de “Cristo”, no seio de “DEUS”!

Amados! Mas se considerarmos, que esta passagem estar nos falando dos favores obtidos por àqueles que, verdadeiramente são servos de “DEUS”, junto a ele, “DEUS”, passamos a entender que o fato de ela nos dizer que Abraão estando ali em seu seio, significa que ele estava em lugar do qual ele conquistou junto ao pai e que o privilegiava, tanto a ele, quanto àqueles que por ser servo, também mereciam estar ali, recebendo os favores Divinos e como Abraão, ou seja, em Abraão, “DEUS” lhe tinha prometido uma grande nação como uma benção, conf. Gên. 12:2, ele, não só por este motivo, mas também por muitos outros, passou a representar muita coisa do aspecto Divino e, portanto Espiritual!


Gênesis 12:2 - “Eu farei de ti uma grande nação; abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome; e tu, sê uma bênção.”

Amados! A Parábola é uma história que Jesus contava para ilustrar um assunto especial e sempre verdadeiro, como por exemplo, “o grande dragão, a antiga serpente”, referindo-se a satanás, conf. Apoc. 12:9. Por isto, era sempre usado em forma de alegorias, uma representação, para que pudéssemos refletir em analogia, sobre determinado assunto. Sendo assim, cada elemento da Parábola, representa algo especial, colocado em determinadas situações e perspectivas, em que, quando Jesus queria falar, abordar algum assunto importante, ele usava deste artifício, assim como usamos em nossa língua portuguesa e ele, “Cristo” o fez se referindo ao céu, ao paraíso, conf. Mat. 13:10-11, desta forma, nos fazendo aprender sobre suas verdades!

Mateus 13:10-11 - “E chegando-se a ele os discípulos, perguntaram-lhe: Por que lhes falas por parábolas? - 11 Respondeu-lhes Jesus: Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado;”


A própria “Palavra de DEUS”, amados, nos diz que algumas coisas, são figuras de outras! É bom lembrarmos ainda, que existem tipologias nas “Escrituras Sagradas” e que, mesmo assim, devemos tomar cuidado, pois a própria “Escrituras Sagradas” nos revela, por exemplo, que satanás nos ronda, em nosso derredor, rugindo como um leão, conf. 1 Ped. 5:8, mas também nos diz que Cristo é o Leão da tribo de Judá, conf. Apoc. 5:5, portanto, afirma categoricamente, que Cristo “é o Leão da tribo de Judá”, mas sabemos que isto é pura figura de linguagem, portanto, ambas as comparações, não estão erradas, mas foram usadas para que entendêssemos a posição de cada um e o Leão neste caso, denota algo feroz, poderoso e por ser considerado o rei da selva, foi usado, para representar a importância na passagem Bíblica, dando a esta um sentido de forma que todos pudessem entender mais facilmente. Mas tem gente que infelizmente, quer verdadeiramente, acreditar, naquilo que lhe é mais conveniente!

Mas lembrem-se! Após estarmos “no seio de Abraão” ou no inferno, não há mais volta, dai, uns serão ressuscitados para a vida eterna, quem estar “no seio de Abraão” e outros para a perdição eterna, quem estar na condição do rico da passagem de Lucas 16:19-31, no inferno, conf. He. 9:23; Jo. 16:25; Mat. 24, 25 e 2 Tes. 1:9...


Mini Aurélio Dicionário Eletrônico V5.12.83

Pa.rá.bo.la2
Subst. fem.
Narração alegórica na qual o conjunto de elementos evoca outra realidade de ordem superior.
História curta com analogias para contar verdades espirituais. 3. Uma narrativa em que as pessoas e fatos correspondem às verdades morais e espirituais


Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa v3.0 de Jun/2009

Parábola
Acepções
substantivo feminino
1    narrativa alegórica que transmite uma mensagem indireta, por meio de comparação ou analogia
1.1  narrativa alegórica que encerra um preceito religioso ou moral, esp. as encontradas nos Evangelhos
Ex.: a p. do filho pródigo
2      Rubrica: geometria.
lugar geométrico dos pontos em um plano cujas distâncias a um ponto fixo e a uma reta fixa são iguais

Etimologia: gr. parabolê,ês 'comparação, aproximação'



Amados! “Cristo” usou de alguns costumes e muito da cultura Judaica, até mesmo da grega, pois sendo algo comum entre eles e que já estava impregnado em aquela cultura, para que eles pudessem entender facilmente, como é o caso do Lava-Pés, por exemplo! Amados, não que ele apoiasse de um todo preceitos gregos ou troianos, mas utilizou-se destes costumes e cultura, para poder tornar mais acessível, principalmente àqueles que tinham o interesse em aprender sobre as verdades que provinha de “DEUS”, o que significa dizer, que ele, “Cristo”, sabia da importância daquela cultura e aproveitou do que elas tinham de verdades e as moldou, para que aquele povo aprendesse de “DEUS”!

Amados! É sabido a respeito da cultura Judaica, que os viajantes ao chegar à casa de alguém, eram recebidos pelo chefe do clã ou dono da casa e o mesmo providenciava que os pés daquele viajante, fosse lavado devido à poeira do deserto que era desgastante e contribuía para que o esgotamento físico aumentasse, assim como, o se lavar após um dia inteiro de caminhada, inclusive, quando algum deles ia ao mercado comprar algo e se retornasse na hora de suas refeições eles não faziam, ou seja, não participavam da mesma sem antes, se lavar!

Amados! Lembrem-se, “Cristo” condenou algumas tradições, não por elas mesmas em si, só pelo fato de elas existirem, na verdade era bom que algumas, não todas, existissem, isto no caso de algumas, mas sim, por fazerem delas um meio para se obter a salvação, pois isto é insano!


Amados! De acordo com o Comentário Bíblico Ed. Atos - Novo Testamento - Craig S. Keener, esta tradição era de entendimento comum entre os Judeus. Vejamos o que ele nos diz, a este respeito!

Comentário Bíblico Ed. Atos - Novo Testamento - Craig S. Keener.


16.19-31
O Rico e o Pobre
Esta história assemelha-se a uma historia rabínica de data desconhecida, exceto que nela o rico praticou uma boa ação e a fez no mundo vindouro; aqui, ele permite a fome enquanto vive no luxo e, assim, herda o Inferno. Alguns detalhes sobre a vida apos a morte aqui são padrões da tradição judaica; outros são simplesmente necessários por causa da linha narrativa (pratica aceitável ao contar Parábolas).
16.19. Purpura era uma forma especialmente cara de vestuário (cf. comentário em At 16.14); o modo de vida que Jesus descreve aqui e de ostentação e luxo. Embora este homem possa ter ficado rico por uma questão imoral (como as pessoas normalmente ficam), o único crime que Jesus atribui a ele e que deixou Lázaro passar fome ate morrer quando podia ter feito alguma coisa.
16.20. Algumas Parábolas judaicas (incluindo uma rabínica mencionada no começo dessa seção) nomeavam um personagem ou dois.
16.21. Migalha aqui pode ser migalhas comuns ou pedaços de pão usados para comer
junto com sopa. Se Lázaro tivesse comido as sobras, ainda seriam insuficientes para
sustentá-lo. Os cachorros aqui parecem ser o tipo comum que os judeus palestinos conheciam: vira-latas, vistos como se eles fossem ratos ou outras criaturas doentes (também no * Antigo Testamento, p. ex., 1 Rs. 14.11; 16.4; 21.24; 22.38). Eles eram sujos, e suas línguas lambiam suas feridas.
16.22. 23. O costume judeu normalmente fala dos justos sendo carregados pelos anjos; Jesus mostra a tradicional imagem correspondente do mau sendo carregado por demônios. Cada pessoa, não importa quanto pobre seja, merecia um funeral, e não ser enterrada parece terrível (p. ex., 1 Rs. 14.13). Mas Lázaro, não tendo nem parentes nem um patrono caridoso, não teve direito a um, ao passo que o rico recebia grandes elogios. Os verdadeiros israelitas e especialmente os mártires esperavam compartilhar com Abraão no mundo que vira. O lugar de maior honra em um banquete e o mais perto do anfitrião, reclinando-se de tal modo que a cabeça esteja perto do peito.
16.24-26. A literatura judaica normalmente retrata o Inferno como envolvido em chamas. O rico esperava por piedade porque é um descendente de Abraão (ver comentário em 3.8), mas o julgamento aqui e baseado em uma futura inversão de status. Os judeus esperavam uma inversão de status, onde o oprimido justo (especialmente Israel) fosse exaltado acima do oprimido mau (especialmente os gentios). Também acreditavam que as pessoas caridosas seriam largamente recompensadas no mundo que vira. Mas esta *Parábola especifica somente a inversão econômica, e sua realização seria ofensiva para muitos ouvintes do século I, assim como para muitos cristãos ocidentais da classe media hoje, se eles a conhecessem em sua forca original.
16.27-31. Se aqueles que reivindicavam acreditar na Bíblia falhassem em viver adequadamente, ate a ressurreição (que Jesus aponta a frente sozinho) não os persuadiria. A literatura também enfatizava a responsabilidade moral de todos para obedecer qualquer medida de luz que já tivessem.”.



Amados! Vejamos agora o comentarista Russell Norman Champlin, em seu comentário sobre Lucas, o que ele nos diz a respeito!

Comentário Bíblico Antigo Testamento e Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo de Russell Norman Champlin, Lucas 16:19-31...

16:19 - PARÁBOLA DO RICO E LÁZARO:
Alguns fazem objeção ao vocábulo «parábola», quando aplicado a esta narrativa; porém, posto que as parábolas são usadas como símbolos de realidades espirituais, na realidade pouca diferença faz se usarmos ou não este termo no caso em foco. Não haveríamos de dizer que as palavras de Jesus, revestidas na forma de parábolas, são reflexos menos reais das realidades espirituais do que aquelas suas afirmações feitas sem tal simbolismo.
O MATERIAL aqui exposto se encontra somente no evangelho de Lucas, e provavelmente se alicerça na fonte informativa «L». (Ver notas sobre as fontes informativas dos evangelhos, conforme referência em Luc. 6:14). Esta parábola também não tem igual nos evangelhos, por causa de sua colorida descrição sobre o estado dos homens após a morte física, descrição essa que só pode ser equiparada com as descrições dos evangelhos apócrifos, segundo se vê, por exemplo, no evangelho apócrifo de Nicodemos, nos capítulos décimo quinto a décimo nono. A narrativa encerra dois temas distintos, ainda que relacionados entre si: Os vss. 19-26 declaram que haverá uma reversão de valores na vida vindoura, quando os pobres encontrarão recompensa e consolo, ao passo que os ricos serão castigados. Encontramos aqui um tema similar ao da passagem de Luc. 6:20,24, que diz: «Bem-aventurados vós os pobres, porque vosso é o reino de Deus... Mas ai de vós, os ricos! porque tendes a vossa consolação». A secção final, que consiste dos vss. 27-31, assevera que o rico impenitente teve ampla oportunidade de arrepender-se, que não se toma mister qualquer milagre de aparecimento de algum morto para que haja arrependimento, visto que Moisés e os profetas são as colunas da verdade, avisando a todos do julgamento ou da bem-aventurança da outra vida, além do fato que sua mensagem tem sido universalmente propagada.

Provavelmente foi o horror vacui que impeliu mais de um copista a prover um nome para o anônimo rico. No Egito, a tradição de que seu nome era Nínive, foi incorporada na versão saídica, o que também parece refletir-se no manuscrito p75, — que diz πλούσιος όνόματι Κενής (provavelmente um erro escribal para Niveu-qs). Nos séculos III e IV -----— era corrente uma tradição no ocidente de que o nome do rico era Finéias. O tratado pseudo-cipriânico, De pascha computus, que foi escrito em 242/3, na África ou em Roma, declara (cap. 17): Omnibus peccatoribus a deo ignis estpraeparatus, in cuius flamma uri ille Finaeus dives at ipso dei filio est demonstratus («Fogo tem sido preparado por Deus para todos os pecadores, na chama do qual, conforme foi indicado pelo próprio Filho de Deus, foi queimado o rico Finéias»), A mesma tradição se repete já no fim do século IV D .C ., no último dentre onze tratados anônimos que são costumeiramente atribuídos a Priscilo, um rico e bem-educado leigo, que se tornou fundador de uma seita gnóstica no sul da Espanha. Aqui o nome é grafado Finees (no único manuscrito restante do Tract ix o nome é soletrado Fmeet, com o «t» cortado e recoberto por um «s»). A razão pela qual o nome Finéias foi dado ao rico talvez se deva ao fato que, no A.T. (Núm. 25:7,11), Eleazar (cf. Lázaro) e Finéias aparecem associados. Uma nota marginal, em um manuscrito do século X III D .C ., que traz o poema «Aurora», uma Bíblia versificada escrita no século X II D .C . por Pedro de Riga, afirma Amonofis dicitur esse nomén divitis («O nome do rico se diz ser Amonofis (i.e., Amenófls»).-

16:19: Ora, havia um homem rico que se vestia de púrpura e de linho finíssimo, e todos os dias se regalava esplendidamente. E possível que esta última secção pressuponha o conflito do cristianismo primitivo com o judaísmo ortodoxo, em que o rico e seus irmãos incrédulos representariam os judeus, ao passo que Lázaro, o pobre, representaria a comunidade cristã perseguida e desprezada. O vs. 30 parece mesmo indicar tal coisa, pois a questão da ressurreição é frisada com a asseveração de que nem mesmo um acontecimento tão convincente como a volta de um morto ao mundo dos vivos poderia convencer uma comunidade religiosa empedernida, sobre as realidades espirituais, como a comunidade dos judeus. Também é possível que tenhamos aqui uma reprimenda especial contra os saduceus, que representavam a aristocracia judaica, e que negavam abertamente a existência do mundo dos espíritos e da ressurreição, baseando seus argumentos no fato de que tais doutrinas não são declaradamente ensinadas no Pentateuco, livros esses (Gênesis, Êxodo, Números, Levítico e Deuteronômio) que eram os únicos que eles aceitavam como canônicos. E as declarações existentes nos salmos e nos profetas, sobre a ressurreição e a existência após-túmulo, era ignoradas por não se encontrarem em material canônico, conforme eles supunham. Por conseguinte, parece-nos que a segunda parte desta parábola -vss. 27-31- representa uma repreensão contra o materialismo dos saduceus. Porém, além disso, precisamos ver que a mensagem se destina a indivíduos isolados, e não é meramente uma repreensão contra uma classe. EXISTEM outras narrativas semelhantes sobre o mundo do além, e há uma antiga versão judaica, de um conto egípcio, registrado em papiro, pertencente ao século I D .C., que é extremamente parecido. Essa história pinta o elaborado e riquíssimo sepultamento de um rico, quando muitos se fizeram presentes e lhe teceram louvores. Ao mesmo tempo narra o sepultamento de um homem pobre, cujo corpo seguia para o sepulcro coberto apenas por um colchão, sem nenhum acompanhamento. Um observador da cena comentou sobre a grande vantagem de alguém ser rico, mas subseqüentemente teve ocasião de contemplar cenas da vida além-túmulo, e ali viu o pobre vestido em trajes de linho do rico, postado em um lugar de honra, ao mesmo tempo que o ex-rico sofria tormentos por causa de suas más ações. Essa narrativa chega à sua conclusão com a seguinte aplicação moral: «Aquele que é bom na terra, passa bem no mundo dos mortos; e aquele que é mau na terra, passa mal». (Um elaborado monógrafo sobre esta parábola, publicado em 1918 por Hugo Gresman, da Universidade de Berlim, contém essa narrativa; e a opinião desse autor é que esta narrativa do evangelho de Lucas teve sua origem nessa história egípcia). Parece haver nesta narrativa uma tentativa de refutar a crença de alguns de que precisamos de visões especiais ou de mensageiros vindos do mundo dos espíritos a fim de informar-nos sobre as condições ali existentes, porquanto os escritos de Moisés e dos profetas nos fornecem informações suficientes sobre esse assunto. Pelo menos poderíamos observar que as doutrinas concernentes à existência vindoura não precisam depender dessas ou de quaisquer outras revelações extras. Esta parábola, em face de ter sido registrada em íntima proximidade com o ensino referente ao correto uso das riquezas, nos versículos imediatamente anteriores, também serve para elaborar um pouco mais esse ensino. Um homem bom e sábio será recebido nas «habitações eternas», onde reina a alegria. Mas o rico tolo foi tragado pelo «hades», onde entrou em um estado de sofrimentos. Ela também mostra de quão pouco valor são os atos de ostentação diante dos homens, sob pretensão de piedade, ao mesmo tempo que se é desaprovado diante de Deus.
Alguns intérpretes têm abusado da mensagem aqui tencionada, afirmando que as riquezas, por si mesmas, automaticamente condenam a um homem, e quê a probreza; ipso facto, é algo desejável e promove a piedade; e nisso justificam os seus votos de pobreza, que algumas ordens religiosas incluem; «O intuito da parábola, portanto, não é fornecer alguma instrução especial acerca da retribuição futura, embora aceitemos agradecidos os raios de luz que incidem sobre isso também; todavia, torna-se imediatamente óbvio que a parábola inteira está velada nas vestes da escatologia judaica—mas é proclamar a grande verdade que se alguém negligenciar na aplicação das riquezas para propósitos beneficentes, essa falha haverá de tornar-se em motivo de calamidade eterna. Até este ponto, esta parábola é o oposto da anterior, e figura em conexão natural com ela». (Lange, in loc.). «... certo homem rico, que se vestia de p ú r p u r a ... ». O rico tem sido chamado de Dives, que se deriva da tradução da LXX para o termo grego «rico». A versão saídica chama-o de Nínive. Também tem sido chamado de «Fines», na literatura que circulou pelo século III D .C. «...púrpura ...» Originalmente é um ser marinho do qual se extrai essa cor, e depois passou a designar a própria cor. Na literatura antiga, esse nome era aplicado a três cores distintas: 1 . violeta profundo, com uma coloração negra ou fuliginosa, usada por Homero para indicar o mar; 2. escarlate ou carmesim profundo, que era a púrpura de Tiro; 3. Azul profundo, do mar Mediterrâneo. A tinta era permanente. Aqui a palavra se refere à cor da veste mais externa do rico. Plutarco declarou que Alexandre encontrou no palácio real de Susã vestes que preservaram seu estado de novo e sua cor através de um período de quase duzentos anos. (A declaração que há em Is. 1:18: «...ainda que os vossos pecados são como a escarlate, eles se tornarão brancos como a neve...», contém o vocábulo encontrado neste texto).
O «linho finíssimo» éo byssus, um linho egípcio que era vendido por duas vezes o seu peso em ouro, e era usado como veste mais interna. «Certos linhos egípcios eram tão finos que eram chamados de ‘ar tecido’» (Vincent, in loc.).
Ao tato, comparava-se com a seda, e autores gregos posteriores passaram a usar essa palavra para indicar tanto tecidos de algodão como de seda. O material era tremendamente caro, conforme é indicado acima, e era símbolo do estado de abastança do rico nesta parábola. «...todos os dias se regalava esplendidamente...». Literalmente, seria: «...alegrava-se suntuosamente...» Ele empregava as suas riquezas para prover para si mesmo o mais excelente entretenimento, e todos os dias havia alguma diversão suntuosa, em meio aos prazeres e ao luxo. «Não lhe faltava coisa alguma que seus apetites anelassem, que seus gostos fantasiassem e que o dinheiro pudesse adquirir» (Brown, in loc.).


Continua...


Rogério Silva
IEADERN: 042574, 26.07.2005
(84) 99120-9471 / 996228473

domingo, 28 de outubro de 2018


A Ponte, o Barco e o Rio...
Part 3-3


 

Percebam amados! Que independente da veracidade da história, ou seja, independente de esta passagem ter sido baseada em uma história, seja esta real ou não, mas o que mais importa é que o teor da mesma independe disto, vejam que o teor desta história, era aceito, sem nenhum problema, por boa parte dos Judeus; com exceção dos Saduceus, que não cria em anjos, nem em ressurreição e nem em espirito, conf. Atos 23:8, pois trazia a tona, ao conhecimento de todos, sobre o teor do mundo espiritual!


Amados! Existe ainda àqueles que defendem que existia o costume de uma pessoa se ajeita no peito de outro, pois era um costume aos mais íntimos...

O termo Hades em Lucas 16:23
Embora tenha o significado básico de sepulcro (BIENTENHARD, 2000, p. 1022), o termo grego hades possui um significado diferente em Lc 16:23. Tal significado é inerente à cultura da época. Richards (2007, p. 1755) afirma que Nos tempos do NT ‘Hades’ (heb. sheol) era um termo geral para o lugar/estado dos mortos enquanto aguardavam o juízo final. A opinião popular defendia que os justos descansavam no Gan Eden(O Paraíso de que nos fala o Apóstolo Paulo, conf. 2 Cor. 12:2-4), enquanto os ímpios poderiam ser vistos no Gehinom. Esse conceito pode ser visto especialmente no Discurso aos gregos sobre o Hades, atribuído por um tempo a Josefo10 (1974, p. 637, tradução livre):


Atenção amados!

O fato de existir inferno nos moldes do conhecimento Grego em, alguns aspectos, mas as “Escrituras Sagradas” em hipótese alguma nos diz que há Salvação depois da morte, esta é adquirida em vida, portanto, não há hipótese louvável, plausível ou teológica, que justifique o “purgatório”! O lugar chamado inferno existe, mas o purgatório não!

Lucas 16: 23 No hades/infernoG86, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe a Abraão, e a Lázaro no seu seio.

G86 (Strong Português) - [ OBS: Percebam amados, que de acordo com o item “3)” nos deixa claro, que seu uso posterior, ou seja, o uso posterior aos primeiros sentidos, os primeiros significados desta palavra ou expressão, estar mais voltado para a sepultura, morte, inferno; mas que os outros itens nos mostra, quais os sentidos, os significados em seu primeiro uso da palavra, no vernáculo, por exemplo, Grego, vejam! 1) Hades ou Pluto, o deus das regiões mais baixas; 2) Orcus, o mundo inferior, o reino da morte. Percebam ainda, que tanto em seu uso nos primórdios, quanto em seu uso posterior ele sempre teve este sentido, dado ao mundo dos mortos, ou seja, da vida após a morte, neste caso, no inferno! ]
G086 Αδης hades
de 1 (como partícula negativa) e 1492; TDNT 1:146,22; n pr loc
1) Hades ou Pluto, o deus das regiões mais baixas
2) Orcus, o mundo inferior, o reino da morte
3) uso posterior desta palavra: a sepultura, morte, inferno
No grego bíblico, está associado com Orcus, as regiões infernais, um lugar escuro e sombrio nas profundezas da terra, o receptáculo comum dos espíritos separados do corpo. Geralmente Hades é apenas a residência do perverso, Lc 16.23; Ap 20.13,14; um lugar muito desagradável. TDNT.


Atenção! De acordo com as linguas!

Amados! A própria construção gramatical, linguístico semântico da Passagem de Lucas 16:19-31, sendo esta uma Parábola ou não, não dar indícios de que exista salvação depois da morte, mas sim que a condição de “status quo”, ou seja, que o estado das coisas relatadas, deixa claro que os tormentos não irão dar solução ao rico, para que este obtivesse sua Salvação ou a de quem quer que seja, muito pelo contrário!

Considerando ainda que a linguística, a semântica estuda o significado e a interpretação além do significado de uma palavra, de um signo, de uma frase ou de uma expressão em um determinado contexto. Nesse campo de estudo se analisa, também, as mudanças de sentido que ocorrem nas formas linguísticas devido a alguns fatores, tais como tempo e espaço geográfico. Justamente por este motivo, que o significado da passagem não dar outra margem de interpretação, que não seja esta, exceto na condição de arrependimento ou não do rico, considerando que o mesmo pediu para que fossem seus irmãos avisados do tormento que ele estava passando, apenas aqui e somente aqui, neste caso, pois não existe uma única palavra em todos os originais que deixe claro de um ou outro, justamente por isto, que esta passagem não nos mostra se há verdadeiramente ‘arrependimento’ do rico, ou apenas ‘remorso’, como muitos relatam e acreditam, mas que, o mais importante, arrependimento ou remorso, ele já havia perdido sua Salvação! E, considerando ainda que, existe a consciência após a morte e neste sentido, fica a dúvida se, ‘arrependimento’ ou ‘remorso’, tendo em vista que, há a condição de existência da consciência e que neste caso, as ‘Escrituras Sagradas’ deixa tanto margem para uma, como para a outra interpretação o que na verdade, neste caso é irrelevante”.


Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa v3.0 de Jun/2009

Arrependimento: (OBS: Itens 2, 2.1 e principalmente o item 3)
Acepções:
n substantivo masculino
ato ou efeito de arrepender-se
1     pesar ou lamentação pelo mal cometido; compunção, contrição
Ex.: foi grande o a. do assassino
2     negação ou desistência de algo feito ou pensado em tempos passados
Ex.: o a. de ter estudado medicina
2.1  Rubrica: termo jurídico.
faculdade concedida às partes de desfazer o contrato anteriormente celebrado
3     Rubrica: religião.
no judaísmo e no cristianismo, ato central da virtude religiosa que consiste em um sentimento de rejeição sincera, por parte do pecador, ao seu comportamento pregresso, e que resulta na intenção de um retorno contrito à lei moral


Locuções:
a. eficaz
Rubrica: termo jurídico.
ação ocorrida quando o agente de um delito desiste de completá-lo, impedindo o resultado

Etimologia: arrepender + -mento



Remorso: (OBS: Não é um arrependimento verdadeiro, mas apenas um estado de inquietação, apesar de causar aflição, tormento; picar, ferir!)
Acepções:
n substantivo masculino
inquietação, abatimento da consciência que percebe ter cometido uma falta, um erro; arrependimento, remordimento

Etimologia: lat. remorsus,a,um, part.pas. de remordére 'tornar a morder'



Amados! O hades de acordo com o significado grego é uma região subterrânea, de onde a luz do sol e do mundo, não chega e não brilha e que, de acordo com alguns estudiosos, é a região destinada a ser um lugar de custódia para as almas, em que anjos são designados como seus guardiões, os quais lhes atribuem punições temporárias, de acordo com o comportamento e maneiras de cada um. Bom! Nestes termos e por vários motivos, alguns discordam, por exemplo, com a justificativa de que, inferno não é lugar de anjos! Acontece amados, que neste sentido, se este conceito for verdadeiro, faz sim muito sentido, pois os anjos estariam guardando o inferno de certa forma, assim como um querubim guardou as portas do paraíso para que o homem não mais retornassem, por enquanto, conf. Gên. 3:24; mas, por outro lado é dizer que alguns poderiam tentar escapar, desta forma, deixa de fazer algum sentido e este não é assunto para este estudo e sim para outro!

Portanto! É importante sabermos, que após a morte, nossa sentença já estar determinada e que isto ocorreu em vida, decorrente de nossas atitudes tomadas, mas em vida e não após a morte! Por isto, amados, temos que estar em comunhão com “DEUS”, conf. Dan. 12:1-2; Mat. 24:43-51, 25:31-46...


Amados! Outra coisa que quero destacar é que se formos deixar certos conceitos de lado por eles serem gregos ou de outras origens, por exemplo, teremos que repensar muita coisa, desde a Ciência, passando pela Teologia e Astrologia dentre outras ciências, como por exemplo, a Medicina que vemos tantos conceitos gregos, como latinos, vejam amados, algumas origens! Vejam por exemplo, alguns sites que falam a respeito do assunto!

Outra coisa, amados! Não precisamos ser muito inteligentes para sabermos que os considerados, pais da Medicina, por exemplo, são os Egípcios e os Gregos!

Hipócrates (em grego antigo: Ἱπποκράτης, transl. Ippokráti̱s; * 460 a.C. em Cós; † 370 a.C. em Tessália) é considerado por muitos uma das figuras mais importantes da história da Medicina, frequentemente considerado "pai da medicina", apesar de ter desenvolvido tal ciência muito depois de Imhotep, do Egito antigo. É referido como uma das grandes figuras do florescimento intelectual grego, como Demócrito, Sócrates e Aristóteles. Hipócrates era um asclepíade, isto é, membro de uma família que durante várias gerações praticara os cuidados em saúde.

Imhotep (por vezes grafado Immutef, Im-hotep ou Ii-em-Hotep; em egípcio: ii-m-ḥtp *jā-im-ḥatāp, lit. "aquele que vem em paz"; chamado pelos gregos de Ιμυθες, transl. Imuthes ; fl. século XXVII a.C., ca. 2655-2600 a.C.) foi um polímata, ou seja, um grande sábio, alguém que detém um grande conhecimento em diversos assuntos; egípcio, que serviu a Djoser, rei da Terceira Dinastia, na função de vizir ou chanceler do faraó e sumo-sacerdote do deus-sol Rá, em Heliópolis. É considerado o primeiro arquiteto, engenheiro e médico da história antiga, embora dois outros médicos, Hesy-Ra e Merit-Ptah, tenham sido contemporâneos seus.


Fontes:



Tuberculose:
Doença infectocontagiosa e endêmica, que afeta, sobretudo os pulmões, causada pela bactéria "Mycobacterium tuberculosis", tb. dito bacilo de Koch, podendo atingir quase todos os tecidos do corpo, esp. os pulmões, caracterizada pela formação de tubérculos caseosos.
A palavra "tuberculose" vem do “latim tuberculum”, diminutivo de tuber que significa “tumor”, referindo-se aos nódulos que a doença causa no pulmão.

Etimologia: lat.cien. tuberculosis, de tubérculo + -ose, pelo fr. tuberculose 'id.'


Ansiedade:
Ansiedade é um estado psíquico de apreensão ou medo provocado pela antecipação de uma situação desagradável ou perigosa.
A palavra "ansiedade" tem origem no “latim anxietas, que significa “angústia", "ansiedade”, de anxius = “perturbado", "pouco à vontade”, de anguere = “apertar", "sufocar”.

Etimologia: lat. anxiètas,átis 'id.'



Apneia:

Apneia é a interrupção da comunicação do ar atmosférico com as vias aéreas e pulmões, ou seja, é o ato de prender a respiração. A palavra “apneia” vem do “latim” e significa “ausência de entrada de ar”.


Etimologia: a(n)- + -pneia


Câncer:
A palavra câncer vem do “grego karkínos”, que significa caranguejo, e foi utilizada pela primeira vez por Hipócrates, o pai da medicina, que viveu entre 460 e 377 a.C.
Câncer é o nome geral dado a um grupo de doenças que apresentam em comum o crescimento desordenado de células doentes, que tendem a invadir tecidos e órgãos vizinhos.

 Etimologia: lat. cancer, cancri ‘id.’



Percebam amados! Que estas doenças, termos ou ciências, não deixaram de existir por causa de seus conceitos, sejam estes quais forem! Apenas facilitaram para que outros países as entendessem também, assim como a padronização ajudou em seus conceitos! Daí que surgiu o cid-10, (Cadastro Internacional de Doenças), também como uma forma de padronizar e facilitar os diagnósticos, ou na verdade a manipulação, o uso dos mesmos, um determinado tipo de doença aqui no Brasil, tem que ter o mesmo nome em qualquer parte do mundo!

Amados! O fato de existir um conceito para determinado assunto, como por exemplo, “vida após a morte”, seja este grego, hinduísta, maometano, não importa, nós não temos que questionar a origem dele, mas sim, seu teor, ou seja, se aquilo que ele representa, é verdadeiro ou não, sua origem na verdade, só importa até podermos detectar que sua origem em todos os seus aspectos, vão de encontro a “Palavra de DEUS”, mas se não estão indo contra a palavra de “DEUS”, não importa sua origem!

Amados, o que tenho visto dentro do Cristianismo é que, por falta de conhecimento além das salas de aulas é que se tem uma visão limitadíssima de determinados assuntos, assim como temos um conhecimento linguístico pobre e por isto, sou muito a favor da “pesquisa de campo” em qualquer área de formação Acadêmica, que é o conhecimento fora das quatro paredes! Sem esta, ou seja, desta forma, cria-se uma viseira e ela se forma de tal preceito que impede a muitos de enxergarem o óbvio!

Vejam só amados! Aqui em meu estado, no Rio Grande do Norte, na cidade de Natal, criou-se uma lenda, que se existe em outro estado eu realmente não sei, mas aqui, ela criou-se em torno da vida de uma jovem que ficou viúva logo cedo, ela se casou com um português que veio morar aqui em Natal, em um passado distante, “mas sua casa ainda esta lá até hoje”, pois faz parte do patrimônio histórico da cidade. Ela, que o perdeu muito cedo, seu marido, desta forma, jovem, sem famílias aqui e já estava debilitada de um problema de saúde sério, mesmo quando seu marido era vivo, ela piorou quando o perdeu. De tal forma que deprimida, agravou sua doença e ela já não saia mais de casa, uma senhora que a ajudava, fazia suas compras e por causa da doença, que existia uma particularidade que não convém falar, mas que por causa desta situação e da particularidade ela ficou de certa forma temida por todos da redondeza!

Era atribuído a ela o nome, pseudônimo, apelido, como queira chamar, de “viúva machado”, machado era seu sobrenome, proveniente de seu marido Português. Vejam, amados! Apesar de a viúva, existir e de lhe atribuírem esta apelido, que era usado como forma de amedrontar as crianças que teimavam com seus pais e que sua doença e condição física contribuir e muito para isto, sendo usado assim, lhes dizendo que, se continuassem teimando a “viúva machado” iria pegar, mas tudo que diziam dela, que a qualificava como uma pessoa má, ou era mentiroso ou fantasioso, este, quando se atribuíam com o intuito de propagar de forma a criar uma suposição, por exemplo a respeito da mesma, “coisas do imaginário popular”, aumentando assim, deturpando de certa forma, o verdadeiro significado e a verdadeira história por trás disto tudo, já àquele, ou seja, o de caráter mentiroso, vem com o intuito de verdadeiramente deturpar, mas diferente do outro, com o intuito de tirar alguma vantagem ou simplesmente, por trazer a quem propaga, um certo prestígio ou benefício!


Portanto amados! Só para concluirmos este estudo e com poucas palavras! Inferno existe e lá existe sim uma vida que é bem diferente desta aqui do mundo dos vivos, mas, e mais uma vez, lá, não há mais chances de você ser salvo, pois lá é lugar de quem já estar condenado, portanto, não tem mais chances de salvação e lá não é aquele lugar de Apocalipse 6:9-11, este é um dos paraísos, percebam que eles não estavam sofrendo, mas queriam justiça e esta, já estava sendo aguardada, assim como hoje, por muitos. Amados, quando se faz um estudo mais minucioso das “Escrituras Sagradas”, por exemplo, de algumas passagens que erroneamente alguns as usam para querer dizer que não devemos acreditar nisto, mas que ao analisar elas, estas dizem exatamente isto, vejam!

Por exemplo! A expressão, “debaixo do sol”. Amados, esta expressão sempre é usado no sentido de “mundo dos viventes”, e ao analisarmos dentro de seus contextos, veremos que não faz sentido algum, dizer que Lucas 16:19-31, não nos estar falando de vida após a morte e vida consciente, no inferno, assim como no paraíso, tendo em vista, que querem usar esta passagem justamente para defender, que não há, consciência “debaixo do sol”. Realmente amados, não há! Mas percebam que esta expressão, ela, e em lugar nenhum nas “Escrituras Sagradas”, ela que dizer que não há consciência no inferno ou no paraíso, muito pelo contrário, ela em nada tem a ver com mundo dos mortos e sim dos vivos, por isto ela não estar aqui referenciando o mundo dos mortos como aquele em que não há consciência, mas sim que, aqueles que já morreram, no mundo dos vivos, dos viventes, ou seja, para o mundo dos vivos, “debaixo do sol”, para este, para a terra dos viventes, eles, aqueles que morreram, não tem mais consciência, aqui, no mundo dos vivos, não têm mais parte alguma, não no mundo dos viventes! Vejam, amados! Entendam, que inferno é diferente do “tartaro”, que é o grande abismo, o lago de fogo e enxofre, que é aquele, onde até o inferno e a morte, serão lançados dentro dele, conf. Apoc. 6:8, 20:14...


E vejam ainda! Que isto nos mostra que, em 1 Samuel 28, não foi Samuel que ali apareceu, mas sim um demônio, pois não há a condição de consciência para o mundo dos vivos, para àqueles que já morreram, mas no mundo dos mortos, ele tem sim consciência!



Amados! Entendam! A expressão: “o reino debaixo de todo o céu”, conf. Dan. 7:27 é aqui, na terra, assim como a expressão: “debaixo do sol” em, Eclesiastes 3:3, 6, 9, 13 e onde estas expressões estiverem, também representa isto, não existe outra forma de interpretação e sentido, não há outro significado para esta expressão que faça algum sentido, sempre será, aqui, na terra e ocorre 27(vinte e sete) vezes nas “Escrituras Sagradas”, só em Eclesiastes, fora Daniel 7:27 e em todos os caso diz respeito aqui, a terra dos viventes... Analise cada uma delas e depois substituam, “debaixo do sol” por “terra dos viventes”, basta fazer isto apenas mentalmente e os amados irão perceber, que é o único sentido que faz, Vejam!


1ª - Eclesiastes 1:3 - “Que proveito tem o homem, de todo o seu trabalho, com que se afadiga ‘debaixo do sol’?”,

2ª - Eclesiastes 1:9 - “O que tem sido, isso é o que há de ser; e o que se tem feito, isso se tornará a fazer; nada há que seja novo ‘debaixo do sol’.”,

3ª - Eclesiastes 1:14 - “Atentei para todas as obras que se fazem ‘debaixo do sol’; e eis que tudo era vaidade e desejo vão.”,

4ª - Eclesiastes 2:11 - “Então olhei eu para todas as obras que as minhas mãos haviam feito, como também para o trabalho que eu aplicara em fazê-las; e eis que tudo era vaidade e desejo vão, e proveito nenhum havia ‘debaixo do sol’.”,

5ª - Eclesiastes 2:17 - “Pelo que aborreci a vida, porque a obra que se faz ‘debaixo do sol’ me era penosa; sim, tudo é vaidade e desejo vão.”,

6ª - Eclesiastes 2:18 - “Também eu aborreci todo o meu trabalho em que me afadigara ‘debaixo do sol’, visto que tenho de deixá-lo ao homem que virá depois de mim.”,

7ª - Eclesiastes 2:19 - “E quem sabe se será sábio ou estulto? Contudo, ele se assenhoreará de todo o meu trabalho em que me afadiguei, e em que me houve sabiamente ‘debaixo do sol’; também isso é vaidade.”,

8ª - Eclesiastes 2:20 - “Pelo que eu me volvi e entreguei o meu coração ao desespero no tocante a todo o trabalho em que me afadigara ‘debaixo do sol’.”,

9ª - Eclesiastes 2:22 - “Pois, que alcança o homem com todo o seu trabalho e com a fadiga em que ele anda trabalhando ‘debaixo do sol’?”,

10ª - Eclesiastes 3:16 - “Vi ainda ‘debaixo do sol’ que no lugar da retidão estava a impiedade; e que no lugar da justiça estava a impiedade ainda.”,

11ª - Eclesiastes 4:1 - “Depois volvi-me, e atentei para todas as opressões que se fazem ‘debaixo do sol’; e eis as lágrimas dos oprimidos, e eles não tinham consolador; do lado dos seus opressores havia poder; mas eles não tinham consolador.”,

12ª - Eclesiastes 4:3 - “E melhor do que uns e outros é aquele que ainda não é, e que não viu as más obras que se fazem ‘debaixo do sol’.”,

13ª - Eclesiastes 4:7 - “Outra vez me volvi, e vi vaidade ‘debaixo do sol’.”,

14ª - Eclesiastes 4:15 - “Vi a todos os viventes que andavam ‘debaixo do sol’, e eles estavam com o mancebo, o sucessor, que havia de ficar no lugar do rei.”,

15ª - Eclesiastes 5:13 - “Há um grave mal que vi ‘debaixo do sol’: riquezas foram guardadas por seu dono para o seu próprio dano;”,

16ª - Eclesiastes 5:18 - “Eis aqui o que eu vi, uma boa e bela coisa: alguém comer e beber, e gozar cada um do bem de todo o seu trabalho, com que se afadiga ‘debaixo do sol’, todos os dias da vida que Deus lhe deu; pois esse é o seu quinhão.”,

17ª - Eclesiastes 6:1 - “Há um mal que tenho visto ‘debaixo do sol’, e que pesa muito sobre o homem:”,

18ª - Eclesiastes 6:12 - “Porque, quem sabe o que é bom nesta vida para o homem, durante os poucos dias da sua vida vã, os quais gasta como sombra? pois quem declarará ao homem o que será depois dele ‘debaixo do sol’?”,

19ª - Eclesiastes 8:9 - “Tudo isto tenho observado enquanto aplicava o meu coração a toda obra que se faz ‘debaixo do sol’; tempo há em que um homem tem domínio sobre outro homem para o seu próprio dano.”,

20ª - Eclesiastes 8:15 - “Exalto, pois, a alegria, porquanto o homem nenhuma coisa melhor tem debaixo do sol do que comer, beber e alegrar-se; porque isso o acompanhará no seu trabalho nos dias da sua vida que Deus lhe dá ‘debaixo do sol’.”,

21ª - Eclesiastes 8:17 - “então contemplei toda obra de Deus, e vi que o homem não pode compreender a obra que se faz ‘debaixo do sol’; pois por mais que o homem trabalhe para a descobrir, não a achará; embora o sábio queira conhecê-la, nem por isso a poderá compreender.”,

22ª - Eclesiastes 9:3 - “Este é o mal que há em tudo quanto se faz ‘debaixo do sol’: que a todos sucede o mesmo. Também o coração dos filhos dos homens está cheio de maldade; há desvarios no seu coração durante a sua vida, e depois se vão aos mortos.”,

23ª - Eclesiastes 9:6 - “Tanto o seu amor como o seu ódio e a sua inveja já pereceram; nem têm eles daí em diante parte para sempre em coisa alguma do que se faz ‘debaixo do sol’.”,

24ª - Eclesiastes 9:9 - “Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias da tua vida vã, os quais Deus te deu debaixo do sol, todos os dias da tua vida vã; porque este é o teu quinhão nesta vida, e do teu trabalho, que tu fazes ‘debaixo do sol’.”,

25ª - Eclesiastes 9:11 - “Observei ainda e vi que ‘debaixo do sol’ não é dos ligeiros a carreira, nem dos fortes a peleja, nem tampouco dos sábios o pão, nem ainda dos prudentes a riqueza, nem dos entendidos o favor; mas que a ocasião e a sorte ocorrem a todos.”,

26ª - Eclesiastes 9:13 - “Também vi este exemplo de sabedoria ‘debaixo do sol’, que me pareceu grande:”,

27ª - Eclesiastes 10:5 - “Há um mal que vi ‘debaixo do sol’, semelhante a um erro que procede do governador:”.



Agora vejam!

O Quinto Selo
(relatando-nos, aqueles que estão no paraíso de onde esperam a justiça Divina).

Apocalipse 6:9-11 - “Quando abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que deram. - 10 E clamaram com grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano, santo e verdadeiro, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?. - 11 E foram dadas a cada um deles compridas vestes brancas e foi-lhes dito que repousassem ainda por um pouco de tempo, até que se completasse o número de seus conservos, que haviam de ser mortos, como também eles o foram.”


Bom! Amados, fiquem com “DEUS” e como sempre digo, pesquisem cada vez mais e mais a respeito das “Escrituras Sagradas” e depois tirem suas próprias conclusões, lembrem-se!

Lucas falando-nos dos Bereianos em Atos, ele nos relata, que àqueles consultavam as “Escrituras Sagradas”, mesmo ouvindo as “Palavras de DEUS”, através dos Apóstolos!

Atos 17:11 - “Ora, estes eram mais nobres do que os de Tessalônica, porque receberam a palavra com toda avidez, examinando diariamente as Escrituras para ver se estas coisas eram assim.”


É desta forma que temos que proceder amados, examinando nas “Escrituras Sagradas”, como o próprio Daniel o fez e o Apóstolo Paulo também!


Amados! Como abordamos a questão do vinho, neste estudo e sei que é um fato de dúvidas de muitos, estarei pesquisando e farei um estudo, apenas sobre o vinho e bebida forte nas “Escrituras Sagradas”, aguardem e acompanhem os estudos, para que os amados tenham a oportunidade de aprender mais, sobre alguns aspectos importantes e outros de difícil entendimento nas “Escrituras Sagradas”...”,

Estarei postando outros estudos, antes de postar o estudo sobre vinho, tendo em vista que o que tinha pronto foi extraviado no passado e mesmo que não tivesse sido, precisaria revisá-lo antes mesmo de postar, portanto irei fazer outro estudo novamente e assim que pronto, postarei para que os amados consigam perceber alguns aspectos interessantes inclusive dos usos e costumes dos tempos Bíblicos!


Mas amados! Não assumirei aqui uma data específica, tenho outros compromissos e estudos já prontos, esperando apenas minha revisão antes de postá-los! Mas assim que possível, começarei o estudo e quando estiver pronto, postarei!


Um grande e forte abraço amados, fiquem com “DEUS” e até a conclusão deste estudo, que é composta de duas partes!


Rogério Silva
IEADERN: 042574, 26.07.2005
(84) 99120-9471