terça-feira, 14 de agosto de 2018


Um Mundo Bem Melhor - A História do Amor e da Paixão

Certo casal, já avançado em idade, sonhava em ter um filho, para poderem deixar sua herança, não tinham muita coisa; muitos bens materiais, mas acreditavam que tinham muito respeito pela vida, por si mesmo e pelos outros e que com isto podiam fazer do mundo, "Um mundo bem melhor", muito religiosos como são, queriam poder contribuir para um mundo melhor...

Certo dia ela, a senhora, descobriu que estava grávida, isto foi motivo de muita felicidade para os dois, pois para os antigos a árvore que não dar frutos é inútil e sem valor e deve ser cortada fora e a que dar maus frutos é uma árvore má sem valia alguma e é motivo de desgosto e desilusão e justamente por este motivo que ela queria dar sua contribuição para "Um mundo bem melhor".

Ao dar à luz a senhora morreu de parto; e seu marido, de desgosto por ter perdido sua companheira. As duas crianças que nasceram...!

Gabriel!
Senhor!
Me chame Miguel...

Mas Senhor! Eu não sei cuidar de crianças, sou Guerreiro e não babá, não que eu esteja me negando a fazer, não quero que penses que estou te desobedecendo, longe disto, "Amo te Servir",  tu sabes disto; mas como eu um Guerreiro, acostumado com guerras ferocíssimas, vai saber cuidar de crianças, além do mas gêmeas!

Não te preocupes Miguel, só quero que tu as defenda dos males. Agora me chama um dos Serafins.

Pois não Senhor! Quero que tomes contas destas duas crianças.
Senhor! O que devo fazer com elas?
Polirás é o que elas precisam, pois sua essência já é boa...

Já uns adolescentes, um deles, o "Amor", que sempre colocava as mãos na cabeça de sua irmã "Paixão" e assanhava seus cabelos, como uma forma carinhosa de dizer, te amo, ficava se perguntando por que sua irmã, a "Paixão" não fazia o mesmo com ele e que, por isto, ele achava que sua irmã não o amava...

Certo dia o Amor Perguntou a Paixão, porque você também não faz o
mesmo comigo; coloca a mão em minha cabeça e assanha meu cabelo, passei a
minha vida inteirinha, toda ela, esperando por isto e você nunca fez comigo, você não me ama?
O que te fiz que você não me ama! Alguma vez você já me amou? Se amou,
porque deixou de me amar! O que tenho que fazer para que você me ame de
verdade... Sua irmã a Paixão, depois de ficar surpresa com o que o irmão lhe
indagou, respondeu: É que não quero que você perca tempo arrumando o cabelo depois que eu o assanhar, dar muito trabalho e eu não quero que você tenha este trabalho todo e eu não gosto quando você faz isto comigo, acho que você também não iria gostar se eu fizesse com você...

Depois de dito isto, Paixão viu uma lágrima sair dos olhos de seu irmão
Amor, e este, percebeu que sua irmã lhe amava muito mais que ele poderia
imaginar, portanto, percebeu que apesar das atitudes dizerem muito mais que
Palavras, a ausência delas também diz e que sua irmã, a Paixão, teve a maior de
todas as atitudes, a de não magoar o irmão, a de suportar a brincadeira mesmo
que, sem gostar dela, por amor ao irmão... Os dois se abraçaram e como uma boa
história, esta não poderia terminar de uma outra forma; a troca de um abraço
carinhoso e verdadeiro, entre o Amor e a Paixão.

Rogério Silva

1 Coríntios 13:4-7 - “4 O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece, - 5 não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal; - 6 não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; - 7 tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”
Rogério Silva
IEADERN: 042574, 26.07.2005
                                                                                                                                                          (84) 99120-9471

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